Antonio Matias Gil

15 Abril 2008

Conferência sobre Turismo e Web 2.0

Filed under: Conferências — Etiquetas:, , — antoniomatiasgil @ 1:25 pm

No passado dia 9 fui convidado para dar uma conferência sobre “Turismo e Web 2.0” na ESTT de Seia, Portugal, a convite do Vitor Roque, professor naquela instituição. Falei sobre as grandes oportunidades que um estudante da área do turismo tem se utilizar bem a as tecnologias da Internet, sobretudo web 2.0. Eis o powerpoint da apresentação.

20 Março 2008

web 1.0 e web 2.0

Filed under: web 2.0 — Etiquetas:, — antoniomatiasgil @ 7:49 pm

Fiquei para trás. Deixei passar a revolução web 2.0 e só agora crio o meu primeiro blog. A primeira vez que me liguei à Internet foi em 1992, creio, através de dial-up e uma shell Unix à Telepac (mais tarde o Luís Sequeira ofereceu-me uma ligação à Esoterica, de que fiquei um fã). Primeiro naveguei uns anos por BBS antes de perceber que esta tecnologia ia ser triturada pela Internet. Quando comecei a usar newsgroups, gopher e tecnologias semelhantes, ainda a world wide web dava os primeiros passos através de modo texto, julgo que através do Lynx, antes de aparecer os primeiros browsers gráficos, como o Mosaic. Também nessa altura, cerca de 1994, a tecnologia evoluía de forma exponencial. Por exemplo, ninguém previa que o browser canibalizasse os newsgroups, nem que o IM afectasse tão fortemente o IRC (o protocolo, não o imposto).

Tudo isto para dizer que a Internet é uma caixa de surpresas e mesmo os mais informados e actualizados (e eu nem isso) são apanhados de surpresa.

Por exemplo, eu duvidei sempre dos blogs. Que fractura é que os blogs representam face aos tradicionais web sites pessoais? Sempre me pareceu confusa a navegabilidade dos blogs, a fácil integração de outros componentes (ex: vídeos), o aparecimento de inúmeros players no ecosistema (ex: Technorati), a simplicidade da inserção cronológica dos conteúdos, entre outras funcionalidades. Ou seja, pareceu-me uma evolução importante, sobretudo porque permitia a produção de conteúdos por milhões de pessoas sem grandes conhecimentos tecnológicos. Mas seria assim tão fracturante? Poderia a blogosfera ser uma mancha maior e mais importante que a própria mancha da web? Voltarei a este assunto mais tarde, mas o mais importante é que eu subestimei a importância dos blogs.

O mesmo em relação às tags. Como é que a catalogação da informação totalmente ao calha, sem qualquer tipo de critério, aberto a qualquer tipo de pessoas, pode substituir a tradicional catalogação da informação, com as velhas bases de dados, com o velhos especialistas? E Boing… fui novamente ultrapassado.. agora sou o primeiro defensor das tag. Voltarei a este assunto mais tarde, mas convido a mostrar um dos causadores desta minha mudança de opinião.

E as wikis? Bom, esta pareceu uma mudança mais óbvia de antever, partindo do princípio que vemos o mundo com optimismo e por natureza acreditamos na bondade e na inteligência das pessoas, sem termos que as fiscalizar.

E os novos interfaces com o utilizador? Experiências mais ricas? tecnologias como Ajax? sempre fui bastante conservador, pois ainda não está provada a usabilidade destes interfaces e isso interfere, necessariamente, com a qualidade dos web sites e a capacidade que os mesmos têm de atingir os objectivos dos donos: que funcionem e que dêem resultados. Todavia, reconheço que novos interfaces podem ser muito úteis para grupos de utilizadores bem definidos(ex: intranets ou backoffice).

E os RSS? Por que raios podem vir a substituir as famosas subscrições por email, vulgo newsletters / mailing lists? Também demorei a a atingir a importância dos RSS, mas deixo apenas esta dica: menos SPAM.

Nos negócios muita coisa mudou também. O software vendido como um serviço (alugado em vez de comprado) é uma realidade que veio para ficar. Lembro-me de em 2004 ter uma discussão com um quadro da Microsoft (não digo o nome pois agora é um big quadro eheeh) que não conseguía conceptualizar SaaS e garantia a pés juntos que a Microsoft nunca iria por aí. Bill Gates reconheceria posteriormente esse erro etsratégico a a empresa está agora atentar recuperar o tempo perdido.

Continuarei a debater o tema da web 2.0 e o impacto que tem, sobretudo nos negócios . Todavia, o mais importante é reconhecer que fui ultrapassado, quase que abalroado, por estas mudanças. Que sirva de exemplo: “as vertiginosas mudanças exigem uma vertiginosa reflexão / compreensão / acção.

Alguém comenta? Alguém também foi abalroado? 🙂

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