Antonio Matias Gil

15 Abril 2008

Google e Salesforce.com aprofundam parceria com Salesforce for Google Apps

Filed under: SaaS, web 2.0 — Etiquetas:, , , — antoniomatiasgil @ 9:24 pm

Um nota de imprensa conjunta anunciou o reforço da parceria entre Google e Salesforce.com. Ambas as empresas já trabalhavam juntas desde que se integrou o Google Adwords na plataforma on demand Salesforce. Esta nova parceria vai permitir que Google entre no mercado empresarial detido por Salesforce (mais de 40.000 empresas) ao mesmo tempo que permite a esta última integrar aplicações de produtividade (Gmail, Google Calendar, Google Docs, Google Talk) no seu CRM. Este é mais um ataque a um amigo comum – a Microsoft – o que dá mais motivos aos analistas que continuam a achar provável que Google compre Salesforce.com. Na minha opinião, antes de qualquer compra as empresas devem clarificar qual o caminho em relação a ambas as plataformas de desenvolvimento on demand – force.com e Google App Engine.

4 Abril 2008

Optimus lança rede social

Filed under: Redes sociais, web 2.0 — Etiquetas:, , , , — antoniomatiasgil @ 5:49 pm

Segundo o Tek, a Optimus acaba de lançar o serviço Tag que inclui tráfego ilimitado (voz, , SMS, MMS) e IM grátis entre os subscritores do serviço e ainda uma conta numa rede social (comunidade) própria. Numa primeira análise parece um bom modelo de negócio e parece bem executado. Vamos ver como corre a campanha de publicidade pois a massa crítica de utilizadores é decisiva para o sucesso do projecto (há muitas redes sociais para escolher). Além disso, também estou curioso para analisar a (in)eficácia da usabilidade da rede social. Desejo boa sorte à arrojada e irreverente iniciativa!

24 Março 2008

Web 2.0 e a resistência à mudança

Filed under: web 2.0 — Etiquetas:, — antoniomatiasgil @ 7:29 pm

Anteriormente comentei que fui ultrapassado pela Web 2.0. Pergunto-me se haverá alguma relação proporcional entre o tempo de utilização da web 1.0 e a resistência à mudança para a Web 2.0. Ou seja, quanto mais velhote mais lento a compreender e agir perante a mudança tecnológica? Faço esta pergunta ao visitar sites de gurus respeitados pela sua competência e pelos seus cabelos brancos, como por exemplo Jakob Nielsen. A maior autoridade mundial em usabilidade continua a envia a sua famosa Alertbox através de subscrição por email. Nada de RSS. Será coincidência, laxismo ou resistência à mudança?

20 Março 2008

web 1.0 e web 2.0

Filed under: web 2.0 — Etiquetas:, — antoniomatiasgil @ 7:49 pm

Fiquei para trás. Deixei passar a revolução web 2.0 e só agora crio o meu primeiro blog. A primeira vez que me liguei à Internet foi em 1992, creio, através de dial-up e uma shell Unix à Telepac (mais tarde o Luís Sequeira ofereceu-me uma ligação à Esoterica, de que fiquei um fã). Primeiro naveguei uns anos por BBS antes de perceber que esta tecnologia ia ser triturada pela Internet. Quando comecei a usar newsgroups, gopher e tecnologias semelhantes, ainda a world wide web dava os primeiros passos através de modo texto, julgo que através do Lynx, antes de aparecer os primeiros browsers gráficos, como o Mosaic. Também nessa altura, cerca de 1994, a tecnologia evoluía de forma exponencial. Por exemplo, ninguém previa que o browser canibalizasse os newsgroups, nem que o IM afectasse tão fortemente o IRC (o protocolo, não o imposto).

Tudo isto para dizer que a Internet é uma caixa de surpresas e mesmo os mais informados e actualizados (e eu nem isso) são apanhados de surpresa.

Por exemplo, eu duvidei sempre dos blogs. Que fractura é que os blogs representam face aos tradicionais web sites pessoais? Sempre me pareceu confusa a navegabilidade dos blogs, a fácil integração de outros componentes (ex: vídeos), o aparecimento de inúmeros players no ecosistema (ex: Technorati), a simplicidade da inserção cronológica dos conteúdos, entre outras funcionalidades. Ou seja, pareceu-me uma evolução importante, sobretudo porque permitia a produção de conteúdos por milhões de pessoas sem grandes conhecimentos tecnológicos. Mas seria assim tão fracturante? Poderia a blogosfera ser uma mancha maior e mais importante que a própria mancha da web? Voltarei a este assunto mais tarde, mas o mais importante é que eu subestimei a importância dos blogs.

O mesmo em relação às tags. Como é que a catalogação da informação totalmente ao calha, sem qualquer tipo de critério, aberto a qualquer tipo de pessoas, pode substituir a tradicional catalogação da informação, com as velhas bases de dados, com o velhos especialistas? E Boing… fui novamente ultrapassado.. agora sou o primeiro defensor das tag. Voltarei a este assunto mais tarde, mas convido a mostrar um dos causadores desta minha mudança de opinião.

E as wikis? Bom, esta pareceu uma mudança mais óbvia de antever, partindo do princípio que vemos o mundo com optimismo e por natureza acreditamos na bondade e na inteligência das pessoas, sem termos que as fiscalizar.

E os novos interfaces com o utilizador? Experiências mais ricas? tecnologias como Ajax? sempre fui bastante conservador, pois ainda não está provada a usabilidade destes interfaces e isso interfere, necessariamente, com a qualidade dos web sites e a capacidade que os mesmos têm de atingir os objectivos dos donos: que funcionem e que dêem resultados. Todavia, reconheço que novos interfaces podem ser muito úteis para grupos de utilizadores bem definidos(ex: intranets ou backoffice).

E os RSS? Por que raios podem vir a substituir as famosas subscrições por email, vulgo newsletters / mailing lists? Também demorei a a atingir a importância dos RSS, mas deixo apenas esta dica: menos SPAM.

Nos negócios muita coisa mudou também. O software vendido como um serviço (alugado em vez de comprado) é uma realidade que veio para ficar. Lembro-me de em 2004 ter uma discussão com um quadro da Microsoft (não digo o nome pois agora é um big quadro eheeh) que não conseguía conceptualizar SaaS e garantia a pés juntos que a Microsoft nunca iria por aí. Bill Gates reconheceria posteriormente esse erro etsratégico a a empresa está agora atentar recuperar o tempo perdido.

Continuarei a debater o tema da web 2.0 e o impacto que tem, sobretudo nos negócios . Todavia, o mais importante é reconhecer que fui ultrapassado, quase que abalroado, por estas mudanças. Que sirva de exemplo: “as vertiginosas mudanças exigem uma vertiginosa reflexão / compreensão / acção.

Alguém comenta? Alguém também foi abalroado? 🙂

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