Antonio Matias Gil

28 Março 2008

Ferramentas visuais para analisar informação

Arquivado em: Directório — antoniomatiasgil @ 8:23 pm

Eis uma pequena preciosidade: uma excelente investigação da ReadWriteWeb sobre diversas ferramentas para visualização de grandes volumes de informação. Num mundo onde estamos inundados de informação há dificuldades em captar a “big picture” e a forma mais fácil de o conseguir é através destes “gráficos” multimédia inovadores.

26 Março 2008

Sucesso de um site… para além da taxa de conversão

Arquivado em: Web Analytics — Tags:, — antoniomatiasgil @ 8:05 pm

A Taxa de Conversão é uma das mais conhecidas e utilizadas métricas de Web Analytics. A Taxa de Conversão é usada para avaliar o sucesso de um site e mede a capacidade de conversão de um utilizador. Eis alguns exemplos:

  • Dos visitantes que navegaram no nosso site, que percentagem efectivamente comprou? (utilizado sobretudo no sites de eCommerce / comércio electrónico B-C)
  • Dos visitantes que navegaram no nosso site, que percentagem deixou os seus dados para solicitar mais informações? (utilizado sobretudo no sites de comércio electrónico B-B)
  • Dos visitantes que navegaram no nosso site, que percentagem subscreveu a nossa newsletter ou os nossos feeds? (utilizado sobretudo no sites de informação)

A maioria dos consultores de Web Analytics utilizam esta métrica pois é fácil de medir, de fácil entendimento e permite criar a métrica mais apetecível: o ROI. Todavia, podemos e devemos utilizar outras taxas de conversão para conseguirmos ter uma panorâmica geral do sucesso do web site. Por exemplo, se o seu site tem uma taxa de vendas de 1% (99% dos visitantes do seu site não compram nada online), isso é bom ou mau?

Depende. Se o seu único canal de vendas é o seu site, poderá eventualmente ser mau. Todavia, se grande parte das suas vendas se fazem offline e o seu site serve apenas para informar o mercado sobre os seus produtos, então se calhar a taxa de conversão de 1% já pode ser boa. Ou pensando melhor, nem boa nem má, mas insuficiente, pois necessita de métricas de conversão auxiliares como: “Qual a percentagem de visitantes que consultou as fichas técnicas dos meus produtos?”. Há muito para dizer sobre este tema, mas recomendo fortemente a leitura do post Measure Macro AND Micro Conversions que me inspirou a escrever estas linhas.

24 Março 2008

Web 2.0 e a resistência à mudança

Arquivado em: web 2.0 — Tags:, — antoniomatiasgil @ 7:29 pm

Anteriormente comentei que fui ultrapassado pela Web 2.0. Pergunto-me se haverá alguma relação proporcional entre o tempo de utilização da web 1.0 e a resistência à mudança para a Web 2.0. Ou seja, quanto mais velhote mais lento a compreender e agir perante a mudança tecnológica? Faço esta pergunta ao visitar sites de gurus respeitados pela sua competência e pelos seus cabelos brancos, como por exemplo Jakob Nielsen. A maior autoridade mundial em usabilidade continua a envia a sua famosa Alertbox através de subscrição por email. Nada de RSS. Será coincidência, laxismo ou resistência à mudança?

21 Março 2008

Novas métricas de audiências de vídeo

Arquivado em: Web Analytics — Tags: — antoniomatiasgil @ 12:15 am

Eric T. Peterson, guru de Web Analytics, informou que foi publicado um estudo dele (em co-autoria com Michiel Berger) sobre novas métricas para analisar audiências em formatos multimédia. Despachem-se a fazer o download enquanto é grátis.

Google lança Ad Manager

Arquivado em: publicidade — Tags:, , , , — antoniomatiasgil @ 12:02 am

A Google anunciou o lançamento do Ad Manager, software que permite a gestão de espaços publicitários online. Como é habitual, é uma ferramenta grátis e On Demand. A Google começou por dominar a cauda longa da publicidade online através do adsense (para meios) e do adwords (para anunciantes) . Repare-se na estratégia do Google: fornecer tecnologia facilitadora para criar marketplaces (mercados electrónicos) utilizando exclusivamente a plataforma Internet e alugando, cedendo gratuitamente ou comissionando serviços (nunca vendendo software). Como é o Ad Manager se vai integrar com a tecnologia DART da Double Click, cuja aquisição pela Google foi recentemente aprovada?

20 Março 2008

Blog e SEM

Arquivado em: SEM — Tags: — antoniomatiasgil @ 8:34 pm
Para ser sincero, também criei este blog para efeitos de SEM (Search Engine Marketing) no sentido de dar visibilidade aos meus projectos, ou seja, para aumentar a sua popularidade junto de alguns spiders, tal como estou a fazer agora para a avaliação de sites. Só para isso já vale a pena.

web 1.0 e web 2.0

Arquivado em: web 2.0 — Tags:, — antoniomatiasgil @ 7:49 pm

Fiquei para trás. Deixei passar a revolução web 2.0 e só agora crio o meu primeiro blog. A primeira vez que me liguei à Internet foi em 1992, creio, através de dial-up e uma shell Unix à Telepac (mais tarde o Luís Sequeira ofereceu-me uma ligação à Esoterica, de que fiquei um fã). Primeiro naveguei uns anos por BBS antes de perceber que esta tecnologia ia ser triturada pela Internet. Quando comecei a usar newsgroups, gopher e tecnologias semelhantes, ainda a world wide web dava os primeiros passos através de modo texto, julgo que através do Lynx, antes de aparecer os primeiros browsers gráficos, como o Mosaic. Também nessa altura, cerca de 1994, a tecnologia evoluía de forma exponencial. Por exemplo, ninguém previa que o browser canibalizasse os newsgroups, nem que o IM afectasse tão fortemente o IRC (o protocolo, não o imposto).

Tudo isto para dizer que a Internet é uma caixa de surpresas e mesmo os mais informados e actualizados (e eu nem isso) são apanhados de surpresa.

Por exemplo, eu duvidei sempre dos blogs. Que fractura é que os blogs representam face aos tradicionais web sites pessoais? Sempre me pareceu confusa a navegabilidade dos blogs, a fácil integração de outros componentes (ex: vídeos), o aparecimento de inúmeros players no ecosistema (ex: Technorati), a simplicidade da inserção cronológica dos conteúdos, entre outras funcionalidades. Ou seja, pareceu-me uma evolução importante, sobretudo porque permitia a produção de conteúdos por milhões de pessoas sem grandes conhecimentos tecnológicos. Mas seria assim tão fracturante? Poderia a blogosfera ser uma mancha maior e mais importante que a própria mancha da web? Voltarei a este assunto mais tarde, mas o mais importante é que eu subestimei a importância dos blogs.

O mesmo em relação às tags. Como é que a catalogação da informação totalmente ao calha, sem qualquer tipo de critério, aberto a qualquer tipo de pessoas, pode substituir a tradicional catalogação da informação, com as velhas bases de dados, com o velhos especialistas? E Boing… fui novamente ultrapassado.. agora sou o primeiro defensor das tag. Voltarei a este assunto mais tarde, mas convido a mostrar um dos causadores desta minha mudança de opinião.

E as wikis? Bom, esta pareceu uma mudança mais óbvia de antever, partindo do princípio que vemos o mundo com optimismo e por natureza acreditamos na bondade e na inteligência das pessoas, sem termos que as fiscalizar.

E os novos interfaces com o utilizador? Experiências mais ricas? tecnologias como Ajax? sempre fui bastante conservador, pois ainda não está provada a usabilidade destes interfaces e isso interfere, necessariamente, com a qualidade dos web sites e a capacidade que os mesmos têm de atingir os objectivos dos donos: que funcionem e que dêem resultados. Todavia, reconheço que novos interfaces podem ser muito úteis para grupos de utilizadores bem definidos(ex: intranets ou backoffice).

E os RSS? Por que raios podem vir a substituir as famosas subscrições por email, vulgo newsletters / mailing lists? Também demorei a a atingir a importância dos RSS, mas deixo apenas esta dica: menos SPAM.

Nos negócios muita coisa mudou também. O software vendido como um serviço (alugado em vez de comprado) é uma realidade que veio para ficar. Lembro-me de em 2004 ter uma discussão com um quadro da Microsoft (não digo o nome pois agora é um big quadro eheeh) que não conseguía conceptualizar SaaS e garantia a pés juntos que a Microsoft nunca iria por aí. Bill Gates reconheceria posteriormente esse erro etsratégico a a empresa está agora atentar recuperar o tempo perdido.

Continuarei a debater o tema da web 2.0 e o impacto que tem, sobretudo nos negócios . Todavia, o mais importante é reconhecer que fui ultrapassado, quase que abalroado, por estas mudanças. Que sirva de exemplo: “as vertiginosas mudanças exigem uma vertiginosa reflexão / compreensão / acção.

Alguém comenta? Alguém também foi abalroado? :-)

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